Já algumas vez foram à teia de um teatro?
Subir
Subir degraus estreitos e íngremes
Pretos.
Que se enrolam sobre si mesmos.
E chegar de onde se vê o mundo de forma inesperada.
Uma teia de fios. Cortinas. Focos de luz. Cabos. Roldanas.
Atilhos e sarilhos se algo não funciona como deve.
Espreito. Pela grade negra feita chão. E pelo varandim.
Cocurutos loiros, morenos e carecas movem-se com o à-vontade de quem não se sente espiado. Os pés parecem dar pontapés no ar quando caminham. E os braços lembram aranhiços aflitos a passear quando gesticulam mais expressivos.
Chega o som de vozes que não distingo.
Sento-me e sinto-me escondida à vista de todos.
